Corrosão em salas elétricas: como o H₂S derruba painéis e CLPs
O inimigo invisível: gases corrosivos
Em plantas de papel e celulose, química, usinas e saneamento, o ar carrega gases como H₂S (gás sulfídrico) e SO₂. Eles reagem com o cobre e a prata da eletrônica — trilhas, contatos e conectores — formando camadas que aumentam a resistência e geram falhas. Diferente da poeira, o gás não é visível e age de dentro do painel para fora.
Por que a eletrônica de hoje falha mais
Depois da diretiva RoHS, a eletrônica passou a ser fabricada sem chumbo (lead-free), o que a tornou mais sensível à corrosão. O resultado é contraintuitivo: instalações que conviveram anos com a mesma atmosfera 'sem problema' começam a apresentar falhas intermitentes quando os equipamentos são modernizados. A atmosfera não piorou — a eletrônica ficou mais vulnerável.
Creep corrosion e parada não programada
A corrosão migra sobre as placas (creep corrosion), criando caminhos condutivos que levam a curto-circuito. O sintoma típico são falhas que aparecem e somem, difíceis de diagnosticar, até a queima de um componente parar a planta. O custo de uma hora de parada de um CCM costuma superar, com folga, o sistema que evitaria o problema.
Como medir: ISA 71.04 e as classes G1–GX
A norma ANSI/ISA 71.04 classifica a severidade do ambiente pela taxa de corrosão medida em cupons de cobre e prata, em angstroms por mês: G1 (brando, <300 Å), G2 (moderado), G3 (severo) e GX (grave, >2000 Å). No nível G1, a corrosão deixa de ser fator de confiabilidade. Medir antes e depois transforma a proteção em algo comprovável.
Como proteger: pressurização + filtragem molecular
A proteção combina três camadas: pressurização positiva (a sala fica em sobrepressão, impedindo a entrada de ar contaminado), filtragem molecular do ar de reposição (carvão ativado e permanganato removem os gases) e filtragem mecânica (retém a poeira condutiva), tudo com climatização adequada. O objetivo de projeto é levar a sala ao nível G1.
O que o Grupo Voran faz
A Voran (Voran Systems) entrega o ciclo completo: diagnóstico de corrosividade por cupons (ISA 71.04), projeto, fabricação da unidade de pressurização/filtragem, instalação, comissionamento e validação com laudo — além do contrato de troca de mídia e monitoramento. Engenharia nacional independente, com equipe própria no interior de SP.
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